Formação

Aprimorando a Formação: O que fazer para ministrar o Módulo Básico?

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O que fazer para ministrar o Módulo Básico da RCC?

 

Este é um questionamento que, muitas vezes, me incomodou, pois via a resistência do povo em relação à formação. Mas por que esta resistência? Qual o motivo desse fechamento ao conhecimento? Quantas vezes tentamos implantar a Escola Permanente de Formação (EPF), mas foram frustradas, pois o povo não perseverava?!

 

Diante disso, então, percebi que era preciso elaborar um bom planejamento e persistência. Seguir adiante neste foco, pois o Senhor já havia me convencido de que este é o caminho. A formação é o único meio de levar o povo à maturidade, como bem nos esclarece o objetivo da formação: “levar os participantes da RCC a caminhar na vida segundo o Espírito Santo, no seguimento de Jesus Cristo, e a tomar consciência de sua missão, na Igreja e no mundo, vivendo-a carismaticamente” (Apostila 1 – Módulo de Formação de Formadores).

 

Olhando a realidade dos Grupos de Oração (GO), eu via, em muitos servos, um certo marasmo, onde as pessoas não cresciam espiritualmente, mesmo vivendo momentos fortes de oração, não davam passos na fé, não assumiam a missão, viviam estacionadas no comodismo, não doavam a vida a serviço do Reino. Apenas viviam uma fé emocionalista, causando grande desequilíbrio na caminhada, como a falta de perseverança, de maturidade e de zelo pela obra, dentre outros.

 

A Apostila 3 do Módulo Básico, Grupo de Oração, diz que “O objetivo do Grupo de Oração é levar os participantes a experimentar o Pentecostes pessoal e a crescer e chegar à maturidade da vida cristã plena do Espírito” (grifo meu). Infelizmente, muitos não haviam compreendido isso, estavam aplicando apenas a fase inicial (as vezes incompleta) e já encaminhavam o irmão para o serviço e pronto! A justificativa era que se não dessem serviço para ele, iria embora. Daí, já pulava para a formação específica e pensavam que o servo já estava preparado.

 

Criou-se um certo “ciclo vicioso”, inclusive, no meio de algumas lideranças de grupos de oração, gerando as resistências, pois o povo estava tão acostumado apenas com a fase inicial, que quando se falava de formação básica, achavam algo monótono, ou que não conseguiriam ficar numa “aula”, ou que era muito demorado, dentre outros obstáculos. Sabemos que a formação deve ser aplicada dando o alimento sólido, mas também vivenciando a nossa identidade pentecostal, pois ela não é uma “simples aula”, mas também são momentos profundos de oração e experiência pentecostal. Como diz o Evangelli Gaudium, 164: “Na boca do catequista, volta a ressoar sempre o primeiro anúncio.”

 

Com toda essa realidade, elaborei um planejamento na minha diocese, seguindo os seguintes passos:

1ª – Conscientizar da necessidade da formação, especialmente aos coordenadores de GO (nos Encontros Diocesanos);

2ª – Montar equipe diocesana;

3ª – Ministrar os encontros de formação de formadores (I, II e III), para essa equipe e para servos com perfil formador;

4ª – Implantar as Escolas Permanentes de Formação (EPF), se possível, em cada forania ou cidade.

 

Neste processo, alguns lugares já passaram pelas 4 fases e temos visto os seus frutos. À medida que avançamos na formação, o povo de Deus vai entendendo a sua necessidade e vai se tornando propagadores desta missão, motivando a outros a participarem da EPF, tomando consciência de que fomos enviados a ensinar a todas as nações, formando discípulos de Nosso Senhor Jesus Cristo (Cf. Mt. 28,19). Nesse efeito multiplicador, creio que num futuro breve, alcançaremos a todo o Estado.

 

A EPF é o meio mais eficaz de aplicarmos a formação básica sem estagná-la, pois, em muitos lugares, têm tentado aplicá-la, mas de forma esporádica, não conseguindo fechar o ciclo do Processo Formativo.

 

Sei que temos muito a avançar, mas o caminho é este (Is. 30,21b). Precisamos persistir, andando por ele, quebrando paradigmas em relação a formação. Como dizia Santa Teresa D’ Ávila, “Quem não deixa de caminhar, mesmo que tarde, afinal chega…”. Certamente, com a graça de Deus, chegaremos nos objetivos, no plano de ação proposto pelo MF.

 

Que o Espírito Santo nos impulsione e nos capacite!

Nossa Senhora de Pentecostes, rogai por nós!

 

Nelson Rodrigues Soares

Coordenador do MF – Estado do Tocantins

Grupo de Oração Nova Jerusalém

Porto Nacional – TO