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Aprimorando a Formação: Reunião Bimestral de Formadores

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Reunião bimestral de formadores

 

“Porque meu povo se perde por falta de conhecimento.”

(Oséias 4, 6)

 “O Ministério de Formação de todas as instâncias deve buscar constantemente o aprimoramento das suas atividades formativas, sempre com o objetivo de produzir mais frutos de crescimento e conversão para aqueles que participam das formações.”

Claudio Steula, coord. nacional do MF,

no texto sobre a Reunião Bimestral de Formadores, no blog do Ministério da Formação RCC-Brasil.

 

 

Caros irmãos formadores, que beleza a profundidade de nossa missão!

 

Como vemos no trecho do livro de Oséias, não podemos deixar o povo se perder. Mas, que povo é este? Algum povo em especial? Não! O povo que o profeta se refere somos nós, pois Deus é o criador e Pai de todos. Nós formadores temos, desta forma, um papel fundamental no auxílio ao povo de Deus através de formações ungidas, profundas e que façam realmente a diferença na vida daqueles que temos a graça de formar. Corremos o risco de nos perder quando não conhecemos o caminho que nos leva a verdade e a vida, e é aí que reside a centralidade de nossa missão, sinalizar “O caminho” correto, apontar “A verdade”, fazer com que nossas formações sejam setas direcionadas para a salvação. Muitas vezes após uma formação saio e fico pensando se consegui realmente mostrar a verdadeira doutrina de nossa Igreja, o verdadeiro Cristo Salvador, o verdadeiro Espirito Santo que nos leva a salvação. Questiono-me, será que temos dado ao povo de Deus o conhecimento dos que não se perdem? Temos oferecido formações carismáticas, que levam os filhos de Deus a se encontrarem e, mais do que isso, amarem a verdade?

 

Você pode estar pensando, onde nossas reuniões bimestrais entram neste contexto? Ouso dizer que é em todo ele, pois, quando falamos em formadores que buscam o aprimoramento sempre, a partilha de experiências pessoais, expostas por cada um que integra a reunião, é algo extremamente valioso e produtivo, gerando um crescimento que demoraria demasiadamente para ser adquirido se fosse apenas de modo teórico. Cada partilha traz consigo, além da força do testemunho, a experiência vivida e os frutos obtidos, quer seja para que saibamos contornar situações semelhantes quer seja para que busquemos vivências próximas. De qualquer forma, essas experiências são sempre muito ricas fazendo com que, somente por esse aspecto, nossas reuniões bimestrais se mostrem totalmente necessárias.

 

Em minha caminhada como Coordenador Estadual do MF no Estado do Paraná, implantei uma reunião entre os coordenadores diocesanos ou arquidiocesanos do MF, que em nosso estado totalizam 18 servos.  Apesar das dificuldades enfrentadas para podermos reunir cada um de um ponto diferente do estado, vencemos o desafio! Fizemos, e continuamos fazendo essas reuniões, e os frutos foram e são maravilhosos! Além disso, esses momentos geram entrosamento entre os coordenadores culminando em um sentimento muito gostoso de pertença a uma família, a FAMÍLIA FORMADORA, como gosto de chamar.

 

Por isso convoco a você, que é formador, participe, estimule, incentive as Reuniões Bimestrais de Formadores. Se elas não existem ainda em sua Diocese busque a coordenação, mostre quanta riqueza pode ser gerada através dessas reuniões e seja um verdadeiro formador que busca crescer e partilhar suas expectativas, experiências, sua vida de ministro da formação com outros irmãos! Lembre-se que as partilhas transformam a sua vida, a dos outros formadores, e a vida dos que você formará com mais experiência e entusiasmo! A proposta do MF-Brasil para estas reuniões é apresentada no texto “Reuniões Bimestrais de Formadores – Workshop 2017” do nosso blog: http://blog.rccbrasil.org.br/formacao/

 

Deixe o amor prevalecer na partilha e construa um novo caminho de busca de crescimento, de conhecimento, crie aí em sua Diocese a sua família formadora!

 

Deus os abençoe!

Abraço fraterno!

 

Adirlei de Oliveira

Coordenador Estadual do MF-PR

Aprimorando a Formação: O que fazer para ministrar o Módulo Básico?

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O que fazer para ministrar o Módulo Básico da RCC?

 

Este é um questionamento que, muitas vezes, me incomodou, pois via a resistência do povo em relação à formação. Mas por que esta resistência? Qual o motivo desse fechamento ao conhecimento? Quantas vezes tentamos implantar a Escola Permanente de Formação (EPF), mas foram frustradas, pois o povo não perseverava?!

 

Diante disso, então, percebi que era preciso elaborar um bom planejamento e persistência. Seguir adiante neste foco, pois o Senhor já havia me convencido de que este é o caminho. A formação é o único meio de levar o povo à maturidade, como bem nos esclarece o objetivo da formação: “levar os participantes da RCC a caminhar na vida segundo o Espírito Santo, no seguimento de Jesus Cristo, e a tomar consciência de sua missão, na Igreja e no mundo, vivendo-a carismaticamente” (Apostila 1 – Módulo de Formação de Formadores).

 

Olhando a realidade dos Grupos de Oração (GO), eu via, em muitos servos, um certo marasmo, onde as pessoas não cresciam espiritualmente, mesmo vivendo momentos fortes de oração, não davam passos na fé, não assumiam a missão, viviam estacionadas no comodismo, não doavam a vida a serviço do Reino. Apenas viviam uma fé emocionalista, causando grande desequilíbrio na caminhada, como a falta de perseverança, de maturidade e de zelo pela obra, dentre outros.

 

A Apostila 3 do Módulo Básico, Grupo de Oração, diz que “O objetivo do Grupo de Oração é levar os participantes a experimentar o Pentecostes pessoal e a crescer e chegar à maturidade da vida cristã plena do Espírito” (grifo meu). Infelizmente, muitos não haviam compreendido isso, estavam aplicando apenas a fase inicial (as vezes incompleta) e já encaminhavam o irmão para o serviço e pronto! A justificativa era que se não dessem serviço para ele, iria embora. Daí, já pulava para a formação específica e pensavam que o servo já estava preparado.

 

Criou-se um certo “ciclo vicioso”, inclusive, no meio de algumas lideranças de grupos de oração, gerando as resistências, pois o povo estava tão acostumado apenas com a fase inicial, que quando se falava de formação básica, achavam algo monótono, ou que não conseguiriam ficar numa “aula”, ou que era muito demorado, dentre outros obstáculos. Sabemos que a formação deve ser aplicada dando o alimento sólido, mas também vivenciando a nossa identidade pentecostal, pois ela não é uma “simples aula”, mas também são momentos profundos de oração e experiência pentecostal. Como diz o Evangelli Gaudium, 164: “Na boca do catequista, volta a ressoar sempre o primeiro anúncio.”

 

Com toda essa realidade, elaborei um planejamento na minha diocese, seguindo os seguintes passos:

1ª – Conscientizar da necessidade da formação, especialmente aos coordenadores de GO (nos Encontros Diocesanos);

2ª – Montar equipe diocesana;

3ª – Ministrar os encontros de formação de formadores (I, II e III), para essa equipe e para servos com perfil formador;

4ª – Implantar as Escolas Permanentes de Formação (EPF), se possível, em cada forania ou cidade.

 

Neste processo, alguns lugares já passaram pelas 4 fases e temos visto os seus frutos. À medida que avançamos na formação, o povo de Deus vai entendendo a sua necessidade e vai se tornando propagadores desta missão, motivando a outros a participarem da EPF, tomando consciência de que fomos enviados a ensinar a todas as nações, formando discípulos de Nosso Senhor Jesus Cristo (Cf. Mt. 28,19). Nesse efeito multiplicador, creio que num futuro breve, alcançaremos a todo o Estado.

 

A EPF é o meio mais eficaz de aplicarmos a formação básica sem estagná-la, pois, em muitos lugares, têm tentado aplicá-la, mas de forma esporádica, não conseguindo fechar o ciclo do Processo Formativo.

 

Sei que temos muito a avançar, mas o caminho é este (Is. 30,21b). Precisamos persistir, andando por ele, quebrando paradigmas em relação a formação. Como dizia Santa Teresa D’ Ávila, “Quem não deixa de caminhar, mesmo que tarde, afinal chega…”. Certamente, com a graça de Deus, chegaremos nos objetivos, no plano de ação proposto pelo MF.

 

Que o Espírito Santo nos impulsione e nos capacite!

Nossa Senhora de Pentecostes, rogai por nós!

 

Nelson Rodrigues Soares

Coordenador do MF – Estado do Tocantins

Grupo de Oração Nova Jerusalém

Porto Nacional – TO

Aprimorando A Formação: Ministrar o Módulo Básico

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Ministrar o Módulo Básico

 

 

  •  O Convite à Formação Básica

 

 

A nós formadores foi concedida a missão de ministrar o Módulo Básico, esta série de conteúdos que tem como objetivo levar o povo de Deus a sedimentar sua fé na doutrina da Igreja e a conhecer a beleza da identidade do nosso movimento. Ensinar é um ato de amor, por isso, o próprio Jesus se dedicava ao ensino. A Sagrada Escritura nos demonstra: “As multidões voltaram a segui-lo pelo caminho e de novo ele pôs-se a ensiná-las, como era seu costume.” (Mc 10, 1b). Sendo assim, aprendendo com o Mestre, devemos ensinar como manifestação de amor aos irmãos, assumindo o nosso ministério como doação, respondendo ao chamado que o Senhor nos fez. Nem sempre esta missão é fácil. Muitas vezes, encontramos algumas resistências baseadas em conceitos equivocados sobre a formação. O que fazer diante disto? Como transpor tais barreiras?

 

A Palavra de Deus vem nos iluminar: “Certa é esta doutrina, e quero que a ensines com constância e firmeza, para que os que abraçaram a fé em Deus se esforcem por se aperfeiçoar na prática do bem. Isto é bom e útil aos homens.” (Tt 3,8). E ainda: “É pela vossa constância que alcançareis a vossa salvação.” (Lc 21, 19). Devemos ser constantes e firmes, não desistir, não esmorecer, prosseguir, sempre e sempre. Anunciar com destemor e insistência a necessidade da formação na vida do cristão. Porém, nos é necessária uma cautela: que a firmeza não se torne dureza, que a nossa linguagem não gere nas pessoas uma aversão à formação, para que obrigação não se sobreponha ao amor. Para falar da formação precisamos do auxílio de Nossa Advogada, a Virgem Maria, para que nos ensine a falar com doçura, mas também com firmeza… coisa que mãe sabe muito bem. Seguir o Processo Formativo não é apenas um critério estabelecido pelo movimento. A sequência determinada tem um sentido: conduzir as pessoas gradativamente ao amadurecimento da fé. Passar pela formação básica é, portanto, condição necessária para a formação específica. Precisamos mostrar que a formação básica é agradável, frutuosa e por que não dizer apaixonante, já que, quando amamos, queremos conhecer mais sobre o amado. Por isso, devemos sempre nos submeter ao Espírito Santo para que o convite à formação chegue aos corações.

 

 

  • O Módulo Básico

 

Após receber o querigma, o participante da RCC é convidado a ingressar na Formação Básica onde será aplicado o Módulo Básico.

 

Ministrar a Formação Básica é a atribuição principal do Ministério de Formação e uma etapa importantíssima para todos os membros da RCC. Ela gera nos formandos uma convicção profunda da missão a exercer na Igreja.

Mergulhamos na Identidade da RCC descobrindo o chamado de Deus para nós. Aprofundando nos elementos de nossa identidade conhecendo mais sobre os Carismas. Somos impactados pela apostila Grupo de Oração, célula principal do movimento. Em seguida, contemplamos a importância da Oração, como alimento da nossa alma que nos leva a busca da Santidade para então, pelo Espírito, vivermos a Liderança em Serviço na RCC. Então, nos debruçamos no entendimento do que é a Igreja que o Senhor constituiu como sua esposa, para depois encerrarmos este processo aprendendo sobre o papel do cristão na sociedade por meio da Doutrina Social.

 

Intercalando com os temas citados, temos a Formação Humana (Encontro com Deus, Encontro comigo mesmo e Encontro com os Outros) que deve ser ministrado em formato de encontro de final de semana. Estes encontros levam os participantes ao processo de autoconhecimento e cura interior essenciais para o equilíbrio emocional do ser humano.

 

 

  • Cuidados na aplicação do Módulo Básico

 

- Explicar a importância de seguir o Processo Formativo.

- Cuidar para que os formadores exerçam o ministério com a unção do Espirito Santo e não somente com seus conhecimentos pessoais. Que atuem com autoridade espiritual baseada no testemunho de vida.

- Proporcionar aos irmãos formações dinâmicas, claras, profundas e que transmitam genuinamente a verdade da fé.

- Viver em unidade com os direcionamentos da RCC (nacional, estadual, diocesana e demais instâncias).

- Zelar pela frequência dos formandos.

 

 

  • Depender do Senhor

 

Nunca podemos nos esquecer que somos servos e nada mais. Ele é o Senhor! A nós compete transmitir aquilo que recebemos por misericórdia. Servir a Jesus no Ministério de Formação deve ser para nós uma honra e uma responsabilidade, já que nunca seremos dignos de tamanha graça. Desta forma, precisamos dizer todos os dias, a cada ensino, a cada projeto, a cada evento “Importa que ele cresça e que eu diminua.” (Jo 3, 30).

 

Desta forma, sejamos também nós, formadores, como o barro nas mãos do oleiro e que o Espírito Santo possa encontrar corações dóceis, capazes de levar o povo de Deus a obter uma fé com raízes profundas por meio da formação.

 

Vem Espírito Santo em nosso auxilio!

 

 

Patrícia Marazzi Bandeira Cardoso
Coordenadora da Diocese de Tocantinópolis
Grupo de Oração Magnificat

Aprimorando a Formação: Oficinas Permanentes

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OFICINAS PERMANENTES

 

 

Em Mateus 10,24-25a, na tradução Bíblia do Peregrino, lemos: “O discípulo não está acima do mestre nem o servo acima do senhor. Ao discípulo basta-lhe ser como seu mestre e ao servo como o seu senhor” e nos comentários: “Um princípio da relação do apóstolo com Jesus é nunca deixar de ser servo e discípulo. Aprende para servir e servindo aprende”.

 

 

 

1. Oficina é:

Do latim, officina significa lugar de trabalho. Lugar onde se faz consertos. Lugar onde se fabrica objetos, onde se produzem coisas. Espaço de invenção, criação e descoberta. Consertar, fabricar, inventar, produzir, criar.

 

Para o Ministério de Formação da RCC, Oficina é uma forma de construir conhecimento através, especialmente, da ação, sem perder de vista, porém, a base teórica. É fabricar conhecimentos a partir de situações vivenciadas, por cada um dos participantes e também coletivamente, que possibilitem aprofundar o que se aprendeu na teoria, praticando. Trata-se de um ambiente propício à reflexão, troca de experiências e processo de criação. Entre o pensar e o fazer, há uma grande distância que pode ser vencida pelo exercício do pensar e do criar, pelo incentivo à descoberta de novas facetas do conhecido e à ousadia da reelaboração e construção do novo que o Espírito, e seu dinamismo, nos oferece num trabalho motivante e participativo. O dinamismo avança e as apresentações encantam.

 

 

2. Entre os frutos da Oficina, elencamos:

- Maior vigor para o cumprimento da missão da RCC;
- Melhor desenvoltura e fluidez na fala;
- Melhor assimilação das técnicas, como roteirização, dinâmicas, etc…, ensinadas no Módulo de Formação de Formadores e, consequentemente, mais domínio destas técnicas e mais coragem para coloca-las em prática;
- Superação do medo de falar em público;
- Descoberta de alternativas e estratégias para lidar com as realidades adversas;
- Troca de experiência;
- Esclarecimento de dúvidas;
- Formadores com nova postura, mais maduros e mais seguros de que podem realmente atender ao chamado de Deus para ensinar e formar.
- Com o tempo, maior entusiasmo para participar da própria oficina devido aos frutos colhidos (“gosto de quero mais”).

 

3. Sugestões de temas para as Oficinas Permanentes:

- Carismaticidade e espiritualidade pentecostal.
- A ação do Espírito Santo no formador e no formando;
- Roteirização, Verbalização;
- Dinâmicas de fixação de conteúdo e avaliativas;
- Sanar dúvidas sobre informática básica e sobre ferramentas tecnológicas e ou, cursos que as atualizam (caso seja possível os cursos);
- Trabalhar as apresentações no PowerPoint, Prezzi e outros. Noções básicas de CorelDraw (caso seja possível os cursos);
- Como realizar reuniões ministeriais;
- Oratória contemporânea, etc.

 

 

NOTA IMPORTANTE: Aqui no blog do Ministério de Formação, você encontra a apresentação completa para as OFICINAS PERMANENTES: http://blog.rccbrasil.org.br/formacao/. Divulguemos para os formadores que conhecemos.

 

 

4. Modelo para avaliação do formador nas Oficinas do curso de Formação de Formadores:

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5. Conclusão

Boas apresentações com dinamismo e alegria refletem zelo pela obra do Senhor e, portanto, é necessário encontrarmos caminhos onde aprimoramos nossas ações como formadores. Muitos não têm formação acadêmica ou experiência profissional, e nem mesmo informática básica para ministrar ensinos com técnicas pedagógicas elaboradas, nem tampouco conhecimento teológico para dominar todos os assuntos a que somos chamados a ensinar. São desafios a serem enfrentados! A tudo requer predisposição de quem se impõe, como meta, e é isso que almejamos: buscar alternativas de ensino para situações complexas de aprendizagem nos dias de hoje.

 

Destacamos que o envolvimento com mudanças e melhorias constitui tarefa não só de formadores recém-formados no curso de Formação de Formadores, mas do MF e da RCC como um todo. É preciso que nos empenhemos nesse processo apoiando e dando condições de tempo e de espaço para que as Oficinas Permanentes sejam uma realidade com todo o dinamismo que só o Espírito de Deus produz, quando O deixarmos agir!

 

 

Rita Celia da Fonseca Desideri

Coordenadora Estadual do Ministério de Formação do Amazonas

Membro do núcleo nacional do Ministério de Formação

Grupo de Oração Servos de Maria - Arquidiocese de Manaus

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