Formação

Workshop MF – ENF 2018 – As duas linhas de ação para a formação na RCC (Cláudio Steula)

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As duas linhas de ação para a formação na RCC

 

 

  1. O objetivo do Ministério de Formação (MF) é levar os participantes da RCC a crescer na fé e a viver um processo de santificação que os conduza à salvação.

 

  1. Precisamos, cada vez mais, entender como a formação proporciona este crescimento aos formandos para que possamos bem avaliar e aprimorar nossas atividades, identificar nela quais são os elementos essenciais, corrigir os desvios e promover uma formação que, de fato, nos ajude a alcançar o objetivo citado acima.

 

  1. A salvação se dá pelo conhecimento da verdade:
  • “Deus quer a salvação de todos pelo conhecimento da verdade. A salvação está na verdade.” CIC851
  • Auxiliar o homem a trilhar o caminho da salvação consiste, portanto, em instruí-lo sobre a verdade.
  • É por isso que a principal atividade do MF é ensinar a sã doutrina, os conteúdos da fé, enfim, a verdade para os formandos.

 

  1. Porém, os formandos não podem compreender, assimilar e viver a verdade sem o auxílio do Espírito Santo.
  • “Muitas coisas ainda tenho a dizer-vos, mas não as podeis suportar agora. Quando vier o Paráclito, o Espírito da verdade, ensinar-vos-á toda a verdade” (Jo 16,12-13)
  •  “é Ele (Espírito Santo) que no mais íntimo das consciências leva a aceitar a Palavra da salvação” (EN 75).
  • “É Ele que faz com que os fiéis possam entender os ensinamentos de Jesus e o seu mistério.” (EN 75)
  • “O Espírito Santo (…) dá ao coração do homem a graça do arrependimento e da conversão.” CIC1433
  •  “O Espírito Santo, por conseguinte, é prometido à Igreja e a cada um dos fiéis como Mestre interior, que no segredo da consciência e do coração faz compreender aquilo que se tinha ouvido, sem condições de o captar” (CT 72).

 

  1. Assim, para que a formação aconteça, é necessário que a pessoa:

5.a. Conheça a verdade;

5.b. Receba a ajuda do Espírito Santo para entender e para viver a verdade;

  • Ele nos ajuda a entender a verdade;
  • Ele nos ajuda a vivê-la, a nos recordar dela, nos dá força para vivê-la e nos mostra onde não estamos vivendo conforme a verdade.

 

  1. Então, em cada GO ou diocese, o MF cumpre bem o chamado de Deus quando atende às duas necessidades citadas acima (5.a e 5.b). Para isso, o MF:
  • Atende à necessidade 5.a quando zela para que, através dos nossos ensinos, a verdade seja transmitida da melhor maneira possível, de modo a facilitar sua plena compreensão.
  • Atende à necessidade 5.b quando propicia a ação do Espírito Santo no formador e no formando durante os encontros de formação, e leva o formando a viver a vida segundo o Espírito, para que ele viva a verdade que aprendeu.

 

  1. Todas ações do MF ganham importância a medida que atendem a uma destas necessidades (5.a e 5.b) ou as duas. O que não atende a nenhuma delas, deve ser considerado um ‘acessório’, isto é, algo de importância secundária.

 

  1. Das tarefas do Plano de Ação do MF, algumas atendem à necessidade 5.a, outras atendem à necessidade 5.b e outras atendem a ambas. Quais são elas?
  • Promover as Oficinas Permanentes” atende à necessidade 5.a, pois ajuda o formador a usar as técnicas como roteirização, verbalização, etc…, que auxiliam o formando a compreender o conteúdo transmitido.
  • Motivar os formadores a viver o projeto Amigos de Deus” atende à necessidade 5.b, porque este projeto propõe passos importantíssimos para que possamos viver a vida no Espírito e ser, assim, Seu instrumento.
  • Ministrar o Módulo Básico” atende à necessidade 5.a, pois este módulo se alicerça na doutrina católica ou, em outras palavras, se alicerça na Verdade;
  • Promover a identidade da RCC em todos os eventos…” atende à necessidade 5.b, pois nossa identidade pentecostal propicia o agir do Espírito no formando e no formador.

 

  1. Cada formador, por sua vez, também deve procurar crescer para atender a estas duas necessidades. Exemplo:
  • Para apresentar melhor a verdade durante os ensinos (necessidade 5.a), ele deve estudar os documentos, roteirizar, participar das oficinas, etc…
  • Para propiciar a ação do ES nele próprio, enquanto formador, e no formando (necessidade 5.b), ele deve pedir o Espírito Santo, rezar pelo ensino que irá ministrar, participar dos momentos de oração do encontro, e acima de tudo, deve buscar viver a vida no Espírito.

 

  1. Comentários:
  • Temos nos dedicado bastante à transmissão do conhecimento, uso das técnicas, procedimentos, etc… E tudo isso é muito bom! Temos nos preocupado com a estrutura do processo formativo! E isso é bom também! Porém, nesse tempo, Deus tem nos chamados a nos empenhar na busca da ação do Seu Espírito no serviço que ministramos. Portanto, precisamos nos dedicar também à espiritualidade. Precisamos vivê-la e ensiná-la.

 

  • A espiritualidade da RCC e a ação do Santo Espírito em nós não são ‘caixas pretas’, isto é, não podemos achar que é difícil demais falar sobre elas. E, como formadores, precisamos aprender sobre seus fundamentos e vive-los para podermos, então, ensiná-los.

 

  • As leituras sugeridas no Plano de Ação nos ensinam bastante sobre a nossa espiritualidade e sua aplicação no MF! É fundamental que os formadores de todo o Brasil às leiam e estudem, se possível, em grupos de estudos.

 

  1. Ás vezes, a espiritualidade na formação é tratada como menos importante. Muitas vezes, ela é negligenciada. Nos preparamos para ministrar um ensino como se não dependêssemos do Espírito Santo e investimos apenas em técnicas como se elas, sozinhas, garantissem o êxito da efetiva formação.

 

  1. Ás vezes, vemos a busca de unção sendo substituída por uma busca de emocionalismo. O foco passa a ser emocionar as pessoas e não formá-las verdadeiramente (a verdadeira formação pode até emocionar as pessoas, mas este não pode ser nosso foco).

 

  1. Hoje, Deus nos convida a aprender mais sobre Ele, sobre a pessoa do Espírito Santo e Sua ação na formação. Mais ainda, Ele nos convida a viver a vida na qual somos conduzidos pelo Espírito Santo.